quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sonho sem sombra


O sonhado soluçar nesse remorso respirar
momento, vazão, augúria hora de em tempos descansar
restam os ínfimos acabados de um sonho perpetrados
apanágio das almas em meus sonos realizados

Sombra escura que me eclipsa o dia
me manobra os cantos, me seduz os recantos
apagado está o irreal sonhado em vida pensado
reflexão de uma hipótese de um dia ser vivido...

A lua despida que enegrece as folhas já escuras...
cor sem cor nesse deleite sem sabor
recôndita alma subjugada no cinzento retrato
recordação, pensamento, obscuro calar de um acto

Foge-me o querer, anseia-me saber para te ter
descodificar teus gestos súbitos na maré da imprecisão
longevidade que me agudiza sobejo vento vão
horas tardias no pensar a ver o visto já previsto...

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